Pablo e Luizão

Parece que família de pobre é tudo igual muda só o endereço. Desde que comecei a morar no Sul, eu até tava pensando que isso se restringia ao nordeste, mas o Paulo Vieira, mais uma vez, veio mostrar que nosso Brasilzão é gigante mas muito parecido. Ele já tinha demonstrado seu carisma, talento e humor na maravilhosa Avisa lá que eu vou, série onde ele viaja o Brasil conversando sobre os causos locais. Descobri vários novos Brasis nesta viagem magistralmente cultural pelo país. Ri horrores.
Quando ouvi que agora ele criou uma série ficcional de humor, inspirado na própria vida, imediatamente fiquei interessado. Neste dilema de gerenciar dezenas de streamings diferentes, aproveitei o fim de ano para assinar a GloboPlay e colocar as coisas em dias. Assistimos a série inteira, 16 episódios, durante o período do recesso de fim de ano em família.
Mais uma vez, ri até chorar. Logo no primeiro episódio a obra ti pega, pelo roteiro, pelo formato, pela qualidade técnica, pela surpresa... Ao mesmo tempo que, para quem veio de uma família pobre, tudo parece extremamente rotineiro e comum sempre fica aquele sentimento de "não é possível que eles fizeram isso". Mérito também dos 3 atores principais que conseguiram imprimir um carisma absurdo nas atuações, nos detalhes dos olhares, do mexer das mãos, da raiva incontida, facilmente eu consegui enxergar meus parentes na tela. Infelizmente, não conheço ninguém do Tocantins para perguntar sobre o impacto da série na região, porém fiquei com o sentimento que deve ter sido muito parecido com o lançamento do Cine Holliudi onde o povo cearense se viu na telona. Não apenas representado caricaturalmente pelos personagens mas também no seu jeito de falar, de vestir, referências locais, etc.
Assistiria mais 20 episódios facilmente! Do jeito que a temporada acabou não fiquei com certeza de que teríamos uma continuação mas torço muito que